Em 1895, o físico soviético Konstantín Eduárdovich Tsiolkovsky, mais conhecido como o “Pai da Cosmonáutica”, apresentou um conceito interessante: um elevador conectando a superfície da Terra ao espaço. Durante anos, a proposta foi um sonho com ares de ficção científica (o assunto também foi abordado em 1979 durante uma palestra de Arthur C. Clarke, autor do clássico “2001, Uma Odisséia no Espaço”). Finalmente, no século 21, pesquisadores japoneses anunciaram sua intenção de pegar a ideia e construir o dispositivo.
Alternativa aos foguetes
Os elevadores espaciais poderiam ser uma alternativa aos foguetes que consomem grandes quantidades de combustível, além de permitir que mais pessoas visitassem o espaço a um custo menor. O primeiro projeto surgiu em 2012, quando a empresa Obayashi Corporation comunicou que estava desenvolvendo um desses equipamentos. De acordo com a companhia, o dispositivo seria composto por um cabo de nanotubos de carbono de 96 mil quilômetros, um porto flutuante na Terra de 400 metros de diâmetro e um contrapeso de 12.500 toneladas.
Os cientistas afirmaram que o inovador elevador espacial teria a capacidade para conter até 30 pessoas no interior de uma cabine impulsionada por um motor elétrico, a uma velocidade aproximada de 200 km/h, durante oito dias. O protótipo também serviria para transportar carga pesada, e seria sustentado em sua totalidade por energia renovável. A ideia é que ele entrasse em funcionamento em 2050.
Enquanto isso, outros projetos também estão em desenvolvimento. Em 2018, os cientistas japoneses Kaishu Koike e Naoki Arakawa se destacaram em uma competição para estimular a criação de elevadores espaciais chamada EUSPEC (European Space Elevator Challenge), promovida pela Universidade Técnica de Munique, na Alemanha. Paralelamente, o Conselho de Ciência do Japão propôs a criação de um “elevador espacial híbrido”, o que significa desenvolver simultaneamente um conceito que seria construído a partir do solo e outro que seria construído no espaço.
Via: History